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Novos ataques vêm das cadeias

Assim como nas ondas de atentados que amedrontaram Santa Catarina em novembro de 2012 e fevereiro de 2013, os últimos ataques registrados no Estado têm ligação com os presídios. A confirmação é do secretário de Segurança Pública, César Grubba, primeira autoridade da área a reconhecer o retorno das ações criminosas. Ele aponta o descontentamento dos detentos com o corte de benefícios durante a greve dos agentes prisionais como motivo.cadeia-18-12-2013

– A massa carcerária, insatisfeita com a greve, já que não tinha banho de sol, visita íntima e uma série de direitos básicos, levou às ações. Quando perguntado novamente se havia ligação com a insatisfação dos detentos, Grubba foi taxativo: – Com certeza. Desde sexta-feira, pelo menos nove incêndios a ônibus e carros foram atendidos pela Polícia Militar (PM), que prefere, inicialmente, tratar os casos como vandalismo. As ações ocorreram nas regiões Sul, Norte, Litoral Centro-Norte e Grande Florianópolis. As últimas foram na madrugada de ontem em Itajaí e Balneário Arroio do Silva (veja acima). Os casos nessas duas cidades ocorreram mesmo depois de os agentes prisionais terem decidido voltar ao trabalho momentaneamente, até pelo menos a próxima semana. Desde o último sábado, as visitas e banhos de sol foram retomados nas unidades.

As críticas feitas pelo promotor de Blumenau, Flávio Duarte de Souza, responsável pelo maior processo no Estado que investiga o crime organizado em Santa Catarina, contra a forma com que o governo trata as organizações criminosas, foram rebatidas por César Grubba e representantes das polícias Militar e Civil. A entrevista com o promotor foi publicada na edição de ontem do Diário Catarinense. Para o secretário de Segurança, o Estado não vem tratando o crime organizado de forma amadora, como afirmou o promotor. Segundo ele, Souza expressou um visão de quem está do lado de fora do governo, sem conhecimento. – É natural (essa opinião).

Ele não vive o dia a dia. Não dá pra aceitar essa colocação porque avançamos muito. O Estado vem tratando o tema de organização criminosa com muita responsabilidade – garantiu. Para comprovar o que disse, Grubba lembrou da criação do grupo permanente de análise e monitoramento de facções criminosas, formado pelas diretorias de inteligências das secretarias de Segurança e Justiça e Cidadania, Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), polícias Civil e Militar, Justiça, Ministério Público, Agência Brasileira de Inteligência e integrantes das forças nacionais de segurança. Os encontros ocorrem a cada 10 dias e em prazos menores quando há situações de risco.

* Diário Catarinense

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