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SC perde Renatão, o ícone do combate a sequestros

renatoUm clima de comoção entre policiais, amigos e familiares, que alcançou as redes sociais, marcou a despedida do delegado Renato Hendges, o Renatão, 65 anos. Ele morreu na madrugada de ontem, em Florianópolis, após uma infecção pulmonar. Ele lutava contra um câncer originado na bexiga há dois anos. Aposentado da Polícia Civil desde o começo do ano, Renatão foi internado na sexta-feira no Hospital de Caridade. O corpo foi cremado ontem à noite em Balneário Camboriú.

Foram 48 anos de serviço público, sendo 42 na Polícia Civil. Desde 1990, atuava na Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), onde esclareceu 100% dos mais de 30 casos. O velório levou um grande número de pessoas ao ginásio da Academia de Polícia (Acadepol), em Canasvieiras. Foi um momento de recordação dos casos policiais, das histórias do dia a dia e do incrível reconhecimento deixado ao longo de quatro décadas de atuação policial.

Policiais civis e militares de várias partes do Estado compareceram. Além dos familiares, os ex-colegas da Deic, especialmente a equipe com quem trabalhou na Divisão Antissequestro, estavam muito emocionados. No caixão foram colocadas bandeiras do Estado de Santa Catarina, da Polícia Civil e do Figueirense. Dezenas de coroas também ocuparam o espaço. Durante as despedidas, as opiniões dos colegas eram unânimes: Renato foi um exemplo de policial e de homem dedicado ao que faz. Renatão recebeu a medalha Anita Garibaldi no último dia 2 de abril, na Casa d’Agronômica, do governador Raimundo Colombo. Atualmente, ele estava na presidência da Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina (Adepol). – Ele se destacou e orgulhou Santa Catarina com o seu trabalho. Se tornou uma referência de policial para todos nós, com seu jeito próprio, métodos e ensinamentos. Um profissional de grande destaque, um ser humano extraordinário e um líder – disse o governador. Os resultados alcançados por Renatão e a equipe que comandava ganharam destaque em todo o Brasil. Além de prender quadrilhas, algumas internacionais, nas décadas de 1980, 1990 e 2000, o delegado costumava ser acionado em outros casos de repercussão e de difícil solução pelo Estado.

Nascido em Palmeiras das Missões, no Rio Grande do Sul, entrou para a Polícia Civil em 1974 como comissário. Formou-se pela Universidade Regional de Blumenau (Furb), em 1980, e em 1983, pela primeira vez, ocupou o cargo de delegado em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí. Foram 40 anos de dedicação à Polícia Civil. Além da mulher, deixa seis filhos e um neto.

* Diário Catarinense

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