topo cmt curva azul2


INSTITUCIONAL

TIJUCAS

COMUNICAÇÃO

LEGISLAÇÃO

Trabalho infantil é tema de encontro em Florianópolis


Santa Catarina está no topo do ranking nacional do trabalho infantil. O censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que em 32 cidades catarinenses crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos trabalham de maneira irregular. O problema foi relatado pelo Diário Catarinense em setembro do ano passado. Para mudar esta realidade prefeitos, especialistas e secretários discutem hoje, em Florianópolis, ações de combate à prática ilegal. Entre as cem cidades brasileiras onde o problema foi identificado destaca-se em primeiro lugar o município catarinense de Novo Horizonte – com cerca de 3 mil habitantes – no Oeste do Estado. O secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Jorge Teixeira, observa que o mais preocupante é que os dados vêm aumentando de acordo com os dois últimos Censos feitos pelo IBGE.2012.06.12-trabalho-infantil2

– É muito preocupante e tão comum que passa despercebido. É um costume, principalmente no caso de agricultores que têm vários filhos, que acabam sendo uma força de trabalho mais econômica. Nossa intenção é conscientizar, principalmente, os prefeitos das cidades a abrir os olhos para o problema – avalia Teixeira.

Ainda conforme os dados do Censo 2010, em Santa Catarina, há 846.328 crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos das quais 109.015 trabalham de maneira irregular. Os adolescentes só podem trabalhar na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, com carteira assinada e vinculados a algum curso de aprendizagem. Promovido pela Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), o encontro que será realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), a partir das 9h, tem o objetivo de cessar esta forma de trabalho.

Todos os 32 prefeitos das cidades apontadas pelo IBGE confirmaram presença. A pedagoga Denise Dela Bruna, coordenadora estadual do Programa de Erradicação de Trabalho Infantil (Peti/SC), alerta que crianças e adolescentes devem ser encaminhados para o serviço de convivência e fortalecimento como atividades esportivas, culturais ou educacionais. A proteção básica ocorre nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) de cada cidade.

 

* Diário Catarinense

AddThis Social Bookmark Button

© 2013 | Joomla - v2.5 | Todos os Direitos Reservados |