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Entenda por que o preço das festas aumentou nos últimos anos

Casas noturnas podem trabalhar de forma autônoma ou em parceria com produtores independentes

Se na década passada você conseguia sair para a noite com R$ 20 e dava para entrar em uma festa com bebida liberada (com sorte, sobrava grana para a volta de ônibus do início da manhã), atualmente é difícil aproveitar a vida noturna de Porto Alegre com o mesmo valor. As principais festas da cidade variam de preço, dependendo do bairro, do público e da estrutura do local, mas têm um ponto em comum: ficaram mais caras.

Elementos básicos, como a inflação natural da economia e a competitividade da indústria da noite, somam-se a pontos específicos de alguns períodos: o incêndio na boate Kiss, por exemplo.

– Nada nunca nos afetou muito, a não ser a tragédia do ano passado. Isso mexeu com muitas festas, algumas fecharam. Mudaram muitas regras, todas as casas tiveram que se adequar, o número máximo de pessoas foi recalculado e o preço teve que aumentar – explica Claus Pupp, um dos organizadores da Blow Up!, festa que rola no Ocidente há quase dez anos.

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A própria Blow Up! custava R$ 12 em 2007. Hoje, para entrar na festa, há de se desembolsar R$ 30 (e, se perder muito tempo, o segundo lote sai por R$ 40). São mais de 150% de aumento em sete anos, valor bem superior aos 45% de inflação que acometeram Porto Alegre no mesmo período. Outra festa popular teve um aumento semelhante: em 2007, ir à Fuck Rehab, festa open bar das quartas do Beco, custava R$ 20. Atualmente, custa R$ 50. Mas, claro, as festa melhoraram: na Blow Up!, investiu-se em luz e som, o número de festas para o mesmo público aumentou. E há todos os outros gastos, como explica TiTo, assessor de comunicação do Laika Club:

– O cálculo do preço não é engessado. Como a produção da festa fica com cerca de metade da bilheteria, os outros 50% têm que ser suficientes para pagar a abertura da casa naquele dia, o que inclui equipe, aluguel, luz, água, custos fixos. Ou seja, se faz uma projeção média de pagantes e se calcula o valor mínimo que se pode cobrar para que a casa se pague.

No Laika, há cinco anos, os preços eram fechados em R$ 12 com nome na lista e R$ 15 na porta. Agora, os valores correspondentes são de R$ 20 e R$ 25. Mas não é sempre que as casas funcionam dessa maneira. Há aquelas que preferem delegar a organização a produtores independentes ou ligados à casa, como é o caso de Beco e L.A.B., e há as que preferem tomar conta do negócio como um todo – um exemplo é o Club 688. No Opinião, a coisa é mista: algumas festas, como a DirtyJob e a Baita Festa, são feitas por produtores, e outras, como a Festa Mulher Não Paga, são organizadas pela casa.

– Quem regula o preço é o mercado. Mas há um detalhe, que nós aprendemos com o tempo, que gente em fila é gente que não está gastando. Quanto menos gente em fila, melhor para mim. Mas nós respeitamos o cliente, e é isso que dá uma sobrevida ao Opinião. Não é porque a DirtyJob está bombando que eu vou aumentar de R$ 25 para R$ 50 – explica Claudio Favero, sócio do Opinião.

Para o futuro, um detalhe pode mudar isso: a lei da meia-entrada. Caso seja confirmada, a regra deve aumentar em 40% o preço dos ingressos, calcula Favero.

– Quem vai pagar? Esse aumento vai ser repassado, e o que era R$ 25 vai começar a custar R$ 35, é inevitável.

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