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SC perde competitividade no turismo de cruzeiros, aponta setor

Captura de tela inteira 06092013 082136O GT Náutico de Santa Catarina, que fomenta o desenvolvimento do setor no Estado, discutiu uma das principais demandas da atividade em reunião na terça-feira, dia 3, na Associação Comercial e Industrial de Tijucas. Com a presença dos secretários de turismo de Itajaí, Porto Belo, Tijucas, Joinville, Balneário Rincão e Florianópolis, constataram a perda crescente da competitividade do nosso litoral no segmento de cruzeiros.

A projeção para a temporada de 2014/2015 é de uma redução de 90% no número destas embarcações atracando no litoral de Santa Catarina, principalmente devido às altas taxas portuárias, ao preço do combustível e à deficiência da prestação de serviços e infraestrutura. "Isto já vai enfraquecer significativamente a temporada que está por vir", alerta Leandro ‘Mané' Ferrari, presidente do GT Náutico e da Associação Náutica Catarinense para o Brasil (Acatmar).

Uma das situações mais graves é verificada em São Francisco do Sul, que prevê em dois anos redução de 100% na parada de navios em sua costa - foram registradas 30 embarcações na última temporada. Para o presidente da Fundação de Turismo de Porto Belo, Antônio Carlo Lopes, os principais armadores do mundo estão deixando de operar no município, que, segundo ele, tem uma das mais relevantes estruturas de receptivo de cruzeiros da América Latina.

"Para citarmos um exemplo, a empresa Ibero Cruzeiros, gigante do setor, dispunha de três navios passando por Santa Catarina. Para o verão 2013/2014 a previsão é de apenas um", lamenta, afirmando que a Cruzeiros Costa reduziu pela metade o número de navios no nosso litoral, já que outros países são mais atrativos, mesmo em crise. "A falta de terminais de cruzeiros alfandegados em Porto Belo e Florianópolis também contribuem para a redução dos navios", completa.

A secretária de Turismo de Itajaí, Valdete Orci, disse que o estado deixa de ganhar muito dinheiro e prestígio com a redução deste fluxo turístico. "Cada parada de navio acelera o comércio e incrementa o faturamento de empresas de transporte, parques temáticos e restaurantes. Diante desta perspectiva assustadora, temos de criar alternativas", garante. Para o coordenador do GT Náutico, Álvaro Ornelas, é fundamental o apoio do governo estadual na criação de uma força-tarefa para reverter esta situação. "Temos de ser criativos e inovadores", receita.

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