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Brasil tem 11 milhões de favelados

favela1sUm país com 11.149 moradias fincadas em aterros sanitários, lixões e áreas contaminadas, 27.478 casas erguidas nas imediações de linhas de alta tensão, 4.198 domicílios perto de oleodutos e gasodutos, 618.955 construções penduradas em encostas. Sinais de precariedade, informalidade, improvisação e até perigo, em graus variados, ajudam a formar o retrato do Brasil desenhado pela pesquisa Aglomerados Subnormais – Informações Territoriais, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho, espécie de mapa das habitações pobres e/ou à margem dos serviços públicos do Brasil, baseia-se no Censo 2010 e aponta que naquele ano 3.224.529 domicílios particulares ocupados por 11.425.644 pessoas nessas áreas à margem das regras do planejamento urbano. Em 323 municípios foram detectados aglomerados subnormais – áreas ocupadas irregularmente por certo número de domicílios e caracterizada por limitada oferta de serviços urbanos. Isso não quer dizer que não haja moradias precárias em outros municípios. Em números menores, domicílios com essas características são assunto de instituições estaduais ou municipais, por isso não entram nas contas federais. Mesmo assim, é possível afirmar que a maior parte das moradias do Brasil com essas características precárias e/ou informais foi mapeada no estudo.

A pesquisa constatou que 77% dos domicílios dessas áreas de moradia informal ficavam, em 2010, em regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de habitantes. O IBGE descobriu ainda que 59,4% da população de aglomerados subnormais estavam em São Paulo (18,9%), Rio de Janeiro (14,9%), Belém (9,9%), Salvador (8,2%) e Recife (7,5%). Outros 13,7% acumulam-se em Belo Horizonte (4,3%), Fortaleza (3,8%), Grande São Luís (2,8%) e Manaus (2,8%).

O IBGE ainda levantou que a imagem da favela carioca pendurada em uma elevação íngreme não é o perfil majoritário desse tipo de área. A pesquisa constatou que 52,5% dos domicílios com esse perfil estavam em áreas planas; 26,8% em aclive/declive moderado; e apenas 20.7%em aclive/declive acentuado.

* Diário Catarinense

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