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Nelson Mandela

Um dos maiores líderes do século 20, o ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela morreu às 20h50 de ontem (16h50 de Brasília), aos 95 anos, em sua casa em Johannesburgo. O anúncio foi feito pelo atual presidente, Jacob Zuma. "Nossa nação perdeu seu maior filho. Nosso povo perdeu um pai", disse. O funeral de Mandela deve se estender por vários dias e atrair personalidades do mundo inteiro, incluindo a presidente Dilma Rousseff.

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A previsão é que ele seja enterrado em Qunu, na província de Cabo Oriental, vila de seus ancestrais, no fim da próxima semana. Mandela se tornou uma figura conhecida mundialmente por sua luta contra o apartheid, regime de segregação imposto à maioria negra pelo governo sul-africano, controlado pela elite branca.

No auge do ativismo político, foi preso e ficou confinado por 27 anos, mas soube como lidar com o inimigo --a ponto de aprender o africâner, a língua dos brancos, para dialogar melhor com eles. Quando voltou à liberdade, em 1990, reforçou o discurso de tolerância e conciliação. Em 1993, ganharia o Nobel da Paz ao lado do presidente Frederik de Klerk, com quem negociava o fim da discriminação. Em 1994, o sucederia como o primeiro líder negro do país.

A Presidência de Mandela não foi tão brilhante como sua trajetória até ali. O apartheid foi extinto, e o país não embarcou numa guerra civil, mas a desigualdade de renda continuou alta e o governo não conseguiu conter os índices de violência nem obter grandes avanços na saúde, assolada principalmente pela Aids. Ao abdicar da reeleição, Mandela saiu da vida política cotidiana para se tornar referência de estadista. Com idade avançada, passou a ter seguidos problemas respiratórios --foram cinco internações nos últimos dois anos.

* Folha de SP

 

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