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Magistério recebe reajuste parcelado

Depois do reajuste de 8,32% do piso nacional do magistério anunciado neste mês pelo Mistério da Educação, o governo do Estado apresentou ontem aos professores da rede a proposta de como será repassado o percentual à categoria. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, educadores que ainda ganham piso terão aumento integral de 8,32% na folha de pagamento de janeiro. São cerca de 13 mil docentes, entre ativos e inativos, nesta situação.magisterio

Há ainda 5 mil temporários já convocados e deve haver mais dois mil na segunda chamada. Para estes, o salário passa de R$ 1.567 para R$ 1.697 – valor do novo piso após o reajuste. Os professores que ganhavam mais do que o piso terão o percentual repassado em três parcelas. Serão 2% na folha de janeiro, outros 2% em julho e 4,5% em dezembro.

São cerca de 40 mil os docentes nesta situação. O impacto da proposta é de R$ 130 milhões ao longo de 2014 e ela precisa passar pela aprovação da Assembleia Legislativa. O material deverá ser encaminhado na próxima semana para os deputados. Apesar de SC cumprir o piso nacional desde 2011, já que nenhum professor ganha como salário base valor abaixo do fixado como mínimo, a tabela salarial dos professores sofreu um achatamento há três anos ainda não corrigido. As diferenças salariais entre professores licenciados e com especialização ficou menor. Uma das promessas do Pacto pela Educação é descompactar a carreira o que ainda não ocorreu. De acordo com o secretário da Educação, Eduardo Deschamps, isso exige uma mudança estrutural na tabela, mas que a categoria discorda. O coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Luiz Carlos Vieira, vê dois problemas na proposta apresentada. O primeiro é o reajuste dado pelo MEC, que ficou abaixo do que a categoria desejava.

O segundo é o parcelamento do reajuste pelo Estado, o que implicaria em perdas salariais, pois o último percentual virá só em dezembro sem correção. A proposta será analisada em assembleias regionais a partir de 17 de fevereiro. Depois disso, uma assembleia estadual será marcada para debater o assunto e encaminhar a votação de indicativo de greve. A volta às aulas em 13 de fevereiro está garantida.

* Diário Catarinense

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