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Correios mantêm a paralisação

Funcionários dos Correios estão em greve em Santa Catarina por tempo indeterminado. A paralisação foi decidida às 22h de quarta-feira e, na tarde de ontem, os funcionários decidiram manter a manifestação. A mobilização é nacional e pede a revisão do Postal Saúde, assistência dos funcionários. De acordo com Helio Samuel de Medeiros, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC), a paralisação atingiu 70% dos trabalhadores no Estado.

57Hoje, até o final do dia, a entidade deve convocar uma nova assembleia para avaliar os rumos da greve. Os Correios afirmam que um plano de contingência foi colocado em prática e funcionários administrativos irão assumir funções operacionais para garantir a manutenção dos serviços. Em Santa Catarina, de 2.406 carteiros, apenas 213 estão parados, conforme balanço da empresa informado pela assessoria de imprensa.

O desentendimento entre os trabalhadores e a empresa vem desde abril do ano passado, quando foi criado o Postal Saúde, caixa de assistência que, de acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), representa a privatização do convênio médico, o Correios Saúde. Estimativa da Fentect é de que a estrutura do Postal Saúde custe R$ 120 milhões, a serem bancados não pelos Correios, mas pelos empregados. No ano passado, os servidores entraram em greve em setembro por cerca de um mês. O caso foi julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) em outubro. Segundo a federação, ficou decidido que a empresa não implementaria a nova assistência sem consultá-la. No entanto, afirma que apesar da determinação do TST, os Correios iniciaram a migração a partir do dia 1º de janeiro. Em nota, os Correios negaram que estão descumprido a determinação do TST em relação ao plano de saúde.

“Todos os benefícios estão garantidos, incluindo dependentes cadastrados, porcentagem de compartilhamento, não cobrança de mensalidade ou tarifas, rede credenciada e cobertura de procedimentos entre outros”, diz o texto. De acordo com a empresa, todas as agências estão abertas e os serviços postais funcionam normalmente no país. O levantamento afirma que 96,12% do efetivo segue trabalhando.

* Diário Catarinense

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